quarta-feira, 29 de maio de 2019

“Ética, política e cidadania na Enfermagem brasileira: Uma reflexão.


Na manhã desta quarta-feira (29/5), à convite da Profa. Priscila Cannavan, do Curso de Graduação em Enfermagem da Faculdade Anhanguera de Campinas – Unidade Taquaral, o Enfermeiro Adilton Dorival Leite, Diretor do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São – SEESP, ministrou palestra para a turma do terceiro semestre na Disciplina Ética, Política e Cidadania abordando o conteúdo “Ética, política e cidadania na Enfermagem brasileira: Uma reflexão.

Na ocasião, partindo da Resolução COFEN Nº 564/2017, onde no Art. 3º do Capítulo I – que trata dos direitos -  os enfermeiros devem apoiar e/ou participar de movimentos de defesa da dignidade profissional, do exercício da cidadania e das reivindicações por melhores condições de assistência, trabalho e remuneração. E no Art. 27 do Capítulo II -  que trata dos deveres – os enfermeiros devem incentivar e apoiar a participação dos profissionais de Enfermagem no desempenho de atividades em organizações da categoria, foram apresentadas as entidades representativas da enfermagem e suas funções específicas, (Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo, o Sistema Cofen/Corens, a ABEn e as Sociedades de Especialistas. Na sequência foram discutidos os principais projetos de lei, no nível nacional, de interesse da categoria: PL 2295/00 – Regulamentação da jornada de trabalho em 30 horas, PL 459/2015 – Piso Salarial Nacional, PLS 349/2016 - Aposentadoria especial aos 25 anos para os profissionais de enfermagem e o Impacto da PEC 6/2019 (reforma da previdência), na vida dos profissionais de enfermagem.

Atividade como essa, nos cursos de graduação em enfermagem, é fundamental, pois, precisamos conhecer a nossa história e valorizá-la, construindo um corpo científico que embase nossa prática, continuar o desenvolvimento a partir dos aperfeiçoamentos e iniciar a participação política são passos que nos ajudam a trilhar o tão sonhado reconhecimento social.

É preciso sair desse silêncio e isso passa pela questão da consciência política da categoria, pelo conhecimento e reconhecimento das entidades representativas da enfermagem, que buscam não apenas os direitos econômicos, mas também uma sociedade mais justa e igualitária. 

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sexta-feira, 24 de maio de 2019

Reforma da previdência e os impactos na enfermagem:


Na manhã desta sexta-feira (24/05), o Dep Fed Arlindo Chinaglia esteve na Unicamp, a convite do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp, para debater a Reforma da Previdência em trâmite na Comissão Especial que trata do assunto, na Câmara dos Deputados.

Na ocasião, o Enfermeiro Adilton Dorival Leite , Diretor do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo – SEESP, tratou com o Dep Chinaglia a problemática que essa proposta de reforma traz para a enfermagem brasileira.
Atualmente, a aposentadoria especial com 25 anos de profissão é um processo realizado por meio de requerimentos via administrativa junto ao INSS bem como de ações judiciais, assim, em 2016 a Federação Nacional dos Enfermeiros - FNE protocolou na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa - CDHLP do Senado Federal, a Sugestão nº 8 que apresentou Projeto de Lei que dispõe sobre a concessão de aposentadoria especial para os enfermeiros, sendo posteriormente acrescido na redação todos os profissionais de enfermagem. O Senador Paulo Paim foi o relator da matéria que logo se transformou em Projeto de Lei do Senado (PLS) 349/2016 e encontra-se pronto para votação no Plenário.
Todavia, a proposta da Reforma da Previdência apresentada pelo Governo Bolsonaro colocou um impasse no andamento deste texto e destrói todo esse projeto tão arduamente conquistado. Ao estipular as novas regras de idade mínima de 65 anos para homens e 62 para as mulheres e, na prática, 40 anos de contribuição para obtenção do valor total de aposentadoria, o benefício especial à enfermagem perde sua validade.
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quarta-feira, 22 de maio de 2019

SEESP participa de reunião ordinária da Comissão Permanente de Política Social e Saúde da Câmara de Vereadores de Campinas.


Na tarde de terça-feira (21/5), na reunião ordinária da Comissão Permanente de Política Social e Saúde da Câmara de Vereadores de Campinas foi abordada a recente declaração, injusta, incorreta e totalmente desprovida de qualquer embasamento técnico-científico, feita contra os profissionais de enfermagem, pelo vereador Paulo Galtério (PSB), na sessão plenária de 8/5. 


O Enfermeiro Adilton Dorival Leite, diretor do SEESP, participou da reunião representando a presidente, Solange Caetano. Na sua intervenção, disse que, “representando o SEESP nessa ocasião, representamos os enfermeiros que estão em todos os serviços de saúde deste município. 

Sabemos que a enfermagem brasileira representa mais de 2 milhões de trabalhadores, em qualquer serviço de saúde, somos mais 60% dos trabalhadores, respondemos por boa parte das ações de saúde, somos base de sustentação do sistema de saúde, seja público e privado. Trabalhamos com dedicação, responsabilidade e de forma incansável para, mesmo sem condições adequadas, prestar uma assistência de enfermagem com qualidade. 

Estamos adoecidos, por sobrecarga de trabalho, pois somos submetidos a longas jornadas e também nos falta autonomia. Assim, não podemos ser responsabilizados pela falta de eficiência na prestação do serviço, pelo caos na saúde pública municipal! A gestão não é nossa, ao contrário, estão nos tornando escravos do sistema. Muitos de nós neste último ano, tem se afastado por depressão e temos registros de dezenas de casos de suicídios na enfermagem. 

Portanto, não admitimos que políticos que não conhecem a realidade da enfermagem e muito menos a realidade do sistema de saúde do município, nos desqualificar!

Por isso, no campo das ações concretas, informou que o SEESP protocolou na vara civil uma ação de retratação contra o vereador e também, protocolamos na Câmara, ação de representação exigindo um posicionamento dos parlamentares da Casa. ”

Para o SEESP é inadmissível que uma categoria tão importante e essencial para a saúde, seja desqualificada! Pelos nossos esforços em garantir a prestação de serviços de saúde de qualidade, devíamos é receber, reconhecimento e a valorização pelo nosso trabalho! ”.

Nossos agradecimentos especiais, aos profissionais de enfermagem que participaram da sessão, ao vereador Pedro Tourinho (PT) e ao vereador Gustavo Petta, sempre parceiros nas lutas em prol da enfermagem!

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Adilton Dorival Leite
Conselheiro Universitário
Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
Cidade Universitária "Zeferino Vaz"
Caixa Postal 6194 – CEP: 13.083-872  - Campinas/SP
F   (19) 3521-2488

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Reunião Ordinária, convocada pelo presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Campinas. 21/5 (terça-f.) às 14h no Plenário da Câmara

Atenção Enfermagem de Campinas e Região Metropolitana!


Reunião Ordinária, convocada pelo presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Campinas. 
 21/5 (terça-f.) às 14h no Plenário da Câmara 
(Av. da Saudade, 1004 – Ponte Preta).




Vamos lotar o Plenário da Câmara! 
Exigimos respeito!

Sobre balbúrdias, filosofia e universidades públicas



13, MAI - 2019 | 08:38
COMUNIDADE INTERNA

Se não com Paulo Freire, as autoridades poderiam aprender com Zeferino Vaz...

*Tereza Dib Zambon Atvars

Em 5 de julho de 1973 um jornal de ampla circulação nacional publicou um artigo com críticas à Universidade Estadual de Campinas, intitulado Unicamp: uma universidade conturbada. Esse título me remete às atuais críticas à universidade pública brasileira, 46 anos após essa publicação: recentes manifestações públicas de altos dirigentes do País classificaram as universidades públicas como instituições onde impera a balbúrdia.

Em relação ao artigo supracitado, o professor Zeferino Vaz, então reitor da Unicamp, homem de larga experiência acadêmica como docente pesquisador e como gestor, conhecido e respeitado pelas suas posições políticas conservadoras, remeteu uma carta ao editor-chefe respondendo a cada uma das críticas apresentadas.

Em abril de 1971, Zeferino Vaz concedeu entrevista à Revista Bosch do Brasil sob o título Ciência versus Humanismo: um falso debate. Feita a pergunta pelo entrevistador sobre o então “atual debate entre universidades humanistas e universidades científicas ou técnicas”, Zeferino Vaz respondeu: “É incompreensível que haja um debate colocando em posições antagônicas universidades humanistas e técnicas ou científicas, porque, ao meu ver, esse conceito é antiético – contraria frontalmente o conceito de universidade. No meu entender, universidade significa unidade na universalidade dos conhecimentos humanos, isto é, existe um denominador comum, um sentido direcional único, em todas as atividades humanas”. E finalizou: “As técnicas são subordinadas ao bem-estar do homem, e não o homem subordinado à técnica”.

É impressionante que 48 anos depois dessa resposta, altos dirigentes do País voltem ao tema, buscando reduzir a importância da educação humanística na formação dos alunos em todas as áreas do conhecimento e hierarquizar as áreas técnicas como sendo mais importantes do que as humanidades. Esse debate somente pode fazer sentido entre leigos ou entre pessoas pouco afeitas à área da educação e à complexidade dos problemas sociais, econômicos e tecnológicos do País.

Em outro discurso, proferido em 15 de maio de 1970, por ocasião da inauguração dos edifícios da Faculdade de Engenharia de Limeira, na presença do governador Roberto Costa de Abreu Sodré, Zeferino Vaz manifestou-se: “A Universidade Estadual de Campinas, pela palavra do seu reitor, rejubila-se pela oportunidade de externar ao público, com a autoridade de organismo científico e a objetividade de órgão apolítico (...)”. E mais adiante continuou: “Um velho educador, porém, lamenta dever registrar que a grande maioria dos que a proclamam (sobre as questões educacionais) tem do problema educacional compreensão superficial, apenas epidérmica. Limitam-se à catarse vocálica e repousam de consciência tranquila. (...) Raros, infelizmente raros, são os homens públicos que compreenderam profundamente, visceralmente, aquela verdade, assumiam-na como atitude de alma e passaram à ação construtiva, dedicando à educação, prioritariamente, inteligência para planejar e recursos abundantes para executar”. Novamente, nesses extratos de fala, manifestações da mais atual pertinência e relevância, em particular no que se refere aos profundos cortes de financiamento propostos pelo atual governo, como se a Educação fosse apenas mais simples uma atividade econômica.

E sobre a educação superior brasileira comentou Zeferino Vaz: “No que se refere às profissões clássicas, formam estas números insuficientes de profissionais de todas as categorias, para atendimento das necessidades presentes da nação. Há notória carência de médicos, engenheiros, agrônomos, veterinários, dentistas, farmacêuticos, bioquímicos, artistas, filósofos, literatos, matemáticos, físicos, biólogos, geólogos, mineralogistas, economistas, administradores, sociólogos e psicólogos”. Vejam que, de modo direto e objetivo, não se hierarquizam áreas do conhecimento ou do pensamento, dá-se a todas a importância devida, pois se completam e se complementam. E mais importante, compõem a universalidade que uma boa universidade deve conter.

E por que rememorar esses excertos de quase 50 anos atrás? Resposta simples: pela atualidade dos temas que abordam. E por que citar Zeferino Vaz, e não outros pensadores sobre a educação brasileira, como Paulo Freire, Anísio Teixeira e muitos outros? Porque fiz opção por trazer opiniões de alguém que não pode ser classificado simploriamente de “esquerdista”. Zeferino Vaz não foi um esquerdista, foi um conservador, idealizador de uma universidade pública que é hoje uma das melhores da América Latina. Uma universidade pública, gratuita e de qualidade, que responde por quase 10% da pesquisa acadêmica produzida no País, 12% da pós-graduação nacional e mantém a liderança entre as universidades brasileiras no que diz respeito a patentes e ao número de artigos per capita publicados anualmente em revistas indexadas na base de dados ISI/WoS. Uma universidade que continua reconhecendo a importância das diversas áreas do conhecimento, continua comprometida com a educação pública brasileira e tem a mais absoluta certeza de que sem uma educação de qualidade em todos os níveis não há futuro promissor para o Brasil.

Nós que atuamos comprometidos com o modelo plural de universidade, que respeita a liberdade de cátedra, não podemos aceitar o rótulo de universidade da balbúrdia e esperamos que as autoridades do País aprendam, se não com Paulo Freire, pelo menos com Zeferino Vaz, que o problema educacional brasileiro é enorme, complexo e exige profissionalismo e comprometimento na busca de soluções. E que nossos dirigentes substituam a “catarse vocálica” pela “atitude de alma e passem à ação construtiva, dedicando-se à educação, prioritariamente, inteligência para planejar e recursos abundantes para executar”. 


*VICE-REITORA E COORDENADORA-GERAL DA UNICAMP 

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O Estado de S.Paulo, Espaço Aberto, 13 de maio de 2019

Leia artigo no Estadão

sexta-feira, 10 de maio de 2019

12 de maio: Dia Internacional do Enfermeiro

“SOLENEMENTE, NA PRESENÇA DE DEUS E DESTA ASSEMBLÉIA, JURO:

DEDICAR MINHA VIDA PROFISSIONAL A SERVIÇO DA HUMANIDADE, RESPEITANDO A DIGNIDADE E OS DIREITOS DA PESSOA HUMANA, EXERCENDO A ENFERMAGEM COM CONSCIÊNCIA E FIDELIDADE; 
GUARDAR OS SEGREDOS QUE ME FOREM CONFIADOS; 
RESPEITAR O SER HUMANO DESDE A CONCEPÇÃO ATÉ DEPOIS DA MORTE; 
NÃO PRATICAR ATOS QUE COLOQUEM EM RISCO A INTEGRIDADE FÍSICA OU PSÍQUICA DO SER HUMANO; 
ATUAR JUNTO À EQUIPE DE SAÚDE PARA O ALCANCE DA MELHORIA DO NÍVEL DE VIDA DA POPULAÇÃO; 
MANTER ELEVADOS OS IDEAIS DE MINHA PROFISSÃO, OBEDECENDO OS PRECEITOS DA ÉTICA, DA LEGALIDADE E DA MORAL, HONRANDO SEU PRESTÍGIO E SUAS TRADIÇÕES”.



Nota de Repúdio ao vereador do município de Campinas-SP, Paulo Galtério (PSB)

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Nota de Repúdio

         O Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo (SEESP) vem, por meio desta nota, manifestar seu total repúdio ao vereador do município de Campinas-SP, Paulo Galtério (PSB), que declarou durante a sessão da Câmara Municipal na última quarta-feira (08/05/19), que o grande problema da Saúde Pública do município está na triagem de pacientes nos hospitais. 
         O vereador criticou fortemente os protocolos internacionais de atendimento, e disse que se “uma enfermeira brigar com o namorado”, as filas nos hospitais aumentam. Ainda, segundo ele, uma enfermeira que acorda de mau humor pode deixar o paciente esperando por seis horas.
         Já sobre os Protocolos Internacionais, o vereador Paulo Galtério citou o Protocolo de Manchester, e de acordo com ele, este é o grande problema, por ser totalmente subjetivo, assim deixando os pacientes esperando muito até o atendimento médico.  
         A enfermagem brasileira é composta por enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, no Brasil somamos mais de 2.100.000 profissionais, no Estado de São Paulo somos mais de 500.000 profissionais, na região metropolitana de Campinas somos mais de 50.000 profissionais, desenvolvemos um trabalho essencial à vida, um trabalho especial de cuidado as pessoas para o bem viver e em situações de dor e sofrimento.    A responsabilidade da Enfermagem na assistência em saúde requer conhecimentos científicos, valorização, condições de trabalho adequadas e uma prática orientada por ideais de justiça e direito à vida. O fato de a enfermagem ter enorme participação nas ações de saúde deve servir como forte motivo para sua valorização, e não para um tratamento discriminatório e desrespeitoso. A saúde tem aparecido como o principal problema para os brasileiros e a enfermagem constitui-se em força imprescindível para seu enfrentamento. 
         O Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo (SEESP),  ressalta que a declaração do vereador Paulo Galtério (PSB) é injusta, incorreta e totalmente desprovida de qualquer embasamento técnico-científico. Esse tipo de declaração, contra os profissionais de enfermagem são inaceitáveis e devem ser absolutamente repudiadas por nós e por toda a sociedade Campineira.
         Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo (SEESP)

Vamos mostrar a nossa a nossa indignação, exigimos respeito! 
Vamos encher a caixa de E-mails dele:paulogalterio@campinas.sp.leg.br