segunda-feira, 10 de junho de 2013

A representação do profissional de enfermagem na mídia brasileira

A novela Amor à Vida, exibida atualmente no horário nobre da Rede Globo de Televisão, tem entre os núcleos de cena um hospital de grande porte no qual, no início da trama, uma enfermeira aceita alterar os documentos de um parto para que um dos personagens possa ficar com a bebê encontrada em uma caçamba.

Em A Grande Família, seriado da mesma emissora, um personagem já morto tem sonhos eróticos com uma profissional de enfermagem.
Alzira, papel representado na novela Duas Caras (2007) também da Globo, finge ser enfermeira para disfarçar a verdadeira profissão: dançarina de strip-tease em casa noturna.
Esses e outros personagens vem gerando grande incômodo em toda a classe da enfermagem, uma vez que reflete negativamente a imagem desses profissionais. Ainda que todas as representações sejam fictícias, é sabido que a população faz referência e traz para a realidade cenários que, de fato, não são verdadeiros.
Enquanto entidades representativas da categoria exigem maior respeito com a profissão, a Justiça entende que não há ofensa quando se faz humor com um fetiche da maioria dos homens.
A Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE) repugna sumariamente tal atitude e não permitirá que enfermeiros e enfermeiras sejam taxados como trabalhadores sujeitos a qualquer tipo de artimanha visando o próprio interesse, muito menos que sejam estereotipados como objeto de desejo sexual.
Muitos são os obstáculos que os profissionais já enfrentam diariamente para exercer a profissão e garantir um atendimento de saúde igualitário e de qualidade. Não é digno que a população passe a enxerga-los de forma pejorativa em decorrência de uma falsa imposição midiática.
A classe da enfermagem exige respeito!
Solange Caetano

Presidente da Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE)
Diretora do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo (SEESP)


Abaixo assinado:

A FNE convoca os profissionais de enfermagem e toda sociedade que não concorda com a maneira que a categoria vem sendo representada na mídia a divulgar o manifesto e assinar o abaixo assinado exigindo retratação pública das emissoras de televisão.
O texto, acompanhado do abaixo assinado, pode ser acessado em:

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Fórum 30h já! busca apoio da Casa Civil e dos ministérios da Fazenda e do Planejamento


Coordenadores do Fórum 30 horas Já! querem que as ministras da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e do Planejamento, Mirian Belchior, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, acompanhem as negociações entre governo, trabalhadores e setor patronal para aprovação do PL 2.295/00, que regulamenta a jornada de trabalho dos profissionais da Enfermagem. Documento oficializando o convite foi encaminhado aos ministros depois de mais um impasse da comissão tripartite que debate a questão no âmbito do Ministério da Saúde.

Na última reunião entre representantes dos trabalhadores, da classe patronal e do Ministério da Saúde, dia 28 de maio, para tratar do impacto financeiro da jornada de 30 horas semanais, não houve qualquer avanço. “Preocupados apenas com a questão financeira e a garantia de contrapartida do governo federal para subsidiar os custos atrelados à redução da jornada, o setor patronal ignorou os estudos realizados pelo Dieese e pelo próprio Ministério e travou as negociações, adiando ainda mais a aprovação do projeto”, critica  o diretor de Assuntos Legislativos da CNTS e membro da coordenação do Fórum, Mário Jorge dos Santos Filho.

Representantes do MS se comprometeram a realizar nova reunião com a classe patronal e o ministro Alexandre Padilha para buscar um consenso. Enquanto isso, as entidades representantes dos profissionais continuarão pressionando parlamentares e líderes de bancadas para que o projeto seja incluído na pauta para votação em regime de urgência na Câmara dos Deputados. E também vão continuar cobrando do governo o compromisso firmado pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro Padilha com a categoria, durante a campanha eleitoral de 2010.

Em 2011, foi criada comissão tripartite no âmbito do Ministério da Saúde para levantar o impacto financeiro do PL 2.295. Estudos feitos pelo Dieese e pelo próprio Ministério apontam que, além do pequeno impacto financeiro, a redução da jornada significa mais emprego, que incrementa a renda e o crescimento econômico. No entanto, a comissão não concluiu sua tarefa devido a impasses levantados pelo setor patronal, que requer mais recursos do governo para o setor, e pelo governo. “O setor patronal só visa o custo e quer saber quem vai pagar a conta. Enquanto apresentamos alternativas diversas para a solução do problema, os representantes das empresas só querem saber do valor dos gastos com a redução da jornada, se o governo federal vai subsidiar as despesas ou não”, relata Mário Jorge.

Na última reunião com o ministro Alexandre Padilha ele anunciou que o governo apoiará o projeto nas seguintes condições: 1 - que a redução da jornada seja feita de forma gradativa, ponto com o qual as entidades de trabalhadores e patronal concordam; 2 - exclusão dos profissionais do Programa Saúde da Família, medida para a qual também há concordância; e 3 - que seja encontrada uma solução para que o projeto não precise retornar ao Senado Federal, tendo em vista que implicaria no adiamento da aprovação da proposta. (Com Sateal)

FONTE: CNTS

quarta-feira, 5 de junho de 2013

30 horas: Ministério da Saúde sinaliza conclusão sobre impacto financeiro:


Representantes do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) participaram de uma reunião no Ministério da Saúde, nesta terça-feira (28), sobre o andamento dos estudos de impacto financeiros relacionados à implantação da jornada de 30 horas semanais para os profissionais de Enfermagem.

De acordo com um estudo realizado por técnicos do Ministério da Saúde, todos os cálculos já foram concluídos, detalhando os gastos decorrentes da implantação da jornada de trabalha de 30 horas. A classe patronal das entidades filantrópicas também já se manifestou pela concordância da regulamentação da jornada de trabalho, restando apenas que o governo sinalize quanto ao repasse das demais despesas decorrentes da regulamentação da jornada.

Com a finalização desses estudos, será emitida uma Nota Técnica pelo Ministério da Saúde, a qual subsidiará as discussões para a aprovação do PL 2295/00.

Participam da reunião os Conselheiros Federais Irene Ferreira e  Antonio Marcos Gomes, além de representantes das demais entidades representativas da categoria que compõem o Fórum 30h Já: Enfermagem unida por um objetivo.

FONTE: COFEN

terça-feira, 4 de junho de 2013

Reitor se reúne com GT que discutirá 30 horas na saúde

04/06/2013 - 11:20


O reitor Tadeu Jorge com os membros do GT
O Grupo de Trabalho (GT) que discutirá a implantação da jornada de 30 horas para os profissionais da saúde da Unicamp realizou sua primeira reunião nesta terça-feira (4). A proposta é voltada aos funcionários que atuam diretamente nas atividades de assistência na área da saúde da Universidade.

O encontro desta terça feira contou com a participação do reitor José Tadeu Jorge, que designou o GT por meio de portaria publicada recentemente. Funcionários das áreas envolvidas com a proposta fazem parte do Grupo de Trabalho.“Estamos reunidos para discutir as ações que teremos de realizar visando a uma proposta de implementação da jornada de 30 horas. Há várias questões legais e operacionais que precisam ser debatidas e revistas detalhadamente”, reconheceu Tadeu Jorge durante a reunião, que aconteceu em seu gabinete.